Descobri há pouco que os tênis têm nomes.
Não a marca; nome mesmo. Que nem carro.
E são, em sua grande maioria, nomes em inglês e que impõe respeito.
Adizero, Complete Concinnity, Vomero+, Pegasus+ e Glycerin são alguns exemplos.
Parecem nomes tirado das espaçonaves do Star Wars.
Pois bem. Queria comprar um tênis. Depois pesquisar em revistas e sites especializados, resolvi que queria o Elixir.
Às compras. A coisa é bem mais séria do que eu pensava.
Os vendedores sabem os nomes de todos os tênis. Falam sobre diferenças muito além do que a minha criatividade poderia imaginar.
Antes, para mim, tênis era bonito ou feio. Confortável ou ruim no pé.
E riam quando eu pedia o Elixir.
“Esse modelo não existe mais.” “Desde que trabalho aqui, nunca vi esse tênis.”
Mas eu o queria.
E um vendedor mais atento encontrou um par do meu número num canto do estoque. Era o modelo 3. O atual é o 4.
Para mim tanto fazia. Se o 3 já foi bom para correr um dia, continua sendo bom para correr hoje.
Por ser fora de linha, perdido no estoque e não aparecer nem na vitrine da loja, ganhei um desconto de 55%.
Só comprarei tênis assim. Ano que vem comprarei por 150 os pares que hoje passam de 400.