Yes! Nós temos ônibus chiques.
A ideia do CityBus em Goiânia é: pessoas deixam seus carros em casa para irem aonde quiserem nesse serviço diferenciado de transporte coletivo. Lá dentro tem ar condicionado, internet, televisão e poltronas almofadadas.
Um dos motivos que não deu certo é que goianienses utilizam carro como status. Raros, raríssimos, deixariam seus carros em casa para irem a algum lugar de ônibus.
Afinal, “ônibus é coisa de pobre”.
A tarifa para uma viagem do CityBus é R$ 4,50. Para se andar quantas vezes quiser durante um dia, se paga – na teoria, veja bem – R$ 6,00.
Deixei o meu carro na oficina e queria ir até o shopping experimentar um tênis que vira lá em promoção.
O CityBus seria a melhor opção. Mais rápido, mais vazio e mais prático de se viajar carregando sacolas.
Sai comprar o passe – ou ’sitpass’. Sim, aqui o nome do passe de ônibus é em inglês. Coisa fina.
(Pausa! Os ônibus de Goiânia não têm cobradores. Ou se compra o bilhete antes de embarcar ou não embarca).
Andei 2,04 km e verifiquei em 6 pontos de venda. Em nenhum havia o passe “para o dia todo”.
Resolvi argumentar com o último: “porque não tem desse de andar o dia todo em lugar nenhum?”
“Ninguém anda de CityBus, ninguém compra o sitpass dele para vender.”
Simples. E, sem o passe, nem quem quiser, consegue andar.
Amanhã o carro fica pronto. Sairei para fazer as compras nele.
Eu bem que tento deixa-lo na garagem. Em Goiânia, isso não é possível.
Por uns tempos já usei a bicicleta. Deixei-a um pouco de lado porque cansei de quase morrer todos os dias.
Tentei o ônibus hoje. Literalmente não consegui as condições mínimas para o embarque.