Arquivo da categoria ‘Bizarro’

Listras

Junho 23, 2009

E ai eu andando, sozinho, pelas ruas de Goiás, com uma calça – admito – um tanto “descolada”.

Duas meninas me encaram. Escuto uma comentar com a outra: “Uma gracinha…”

Ótimo, mas a resalva: “…se não for viado!”

Mais um

Fevereiro 26, 2009

Aquele narrador das notas das escolas de samba do desfile do carnaval do Rio de Janeiro é um imortal. Ou um robô, como o Sílvio Santos.

A apresentação das notas chega a ser mais divertido e hipnotizador do que os próprios desfiles.

“Mocidade Independente de Padre Miguel… Deeeeeez! Estação Primeira de Mangueira… Nove—e-meio!”

Certeza que outro locutor não falaria o nome completo de todas as escolas em todas as notas. E também não faria aquele pequeno e delicioso suspense entre o nome da escola e a nota.

Dj Malboro

Fevereiro 25, 2009

Ah, o Carnaval! Tempo de tirar a roupa, beijar na boca e beber até cair. Para levantar e repetir.

Várias garotas de índole duvidosa

Várias garotas de índole duvidosa

Vem que vou te pegar. Vem que quero ver você me chupar. Porque é de uva. E sou dengoso.

Estamos torcendo por você! Se vier só um sapinho, a sorte esteve ao seu lado. Até o chão.

Nos últimos seis meses, após experiências traumáticas em sertanejo, axé e pagode, admito que nesse carnaval cheguei ao funk do poço. E me encontrei. Sei exatamente onde não colocar os pés.

Ladainha

Janeiro 16, 2009

Hoje apareceu uma testemunha de Jeová tentando me converter.

Eu atraio esse tipo de gente.

Costumo ser educado e ouço o que as pessoas têm a me falar, mesmo quando não concordo com absolutamente nada do que dizem.

Entre a leitura de um ou outro trecho da bíblia, ela disse que, quando todos acreditássemos no que “deus disse”, o mundo seria perfeito e teríamos a vida eterna.

Vida eterna? Com o perdão do trocadilho, mas deus-que-me-livre!

Ela alegou, com a boca cheia de vida, que eu não queria viver para sempre nesse mundo que estamos, mas que iria adorar viver para sempre no mundo mágico e perfeito do futuro. Eis a foto que ela me mostrou de como seria esse mundo:

O mundo "perfeito"

Quer saber? Acho castigo pior do que simplesmente viver num mundo parecido com esse seria viver nele eternamente!!!!! Nessa hora ela me assustou de verdade! Imagina uma menina dessa ai da frente cantando no seu ouvido o dia todo??!

Gimli Glider

Janeiro 14, 2009

Contei essa história para uma amiga. Ela disse que parecia lenda urbana. Logo, perfeito para colocar aqui!

1983. Mais um vôo, pela Air Canada, de um novíssimo Boeing 767 com 69 passageiros ia de Montreal até Edmont. Com o sensor de nível de combustível estragado, os mecânicos de terra fizeram uma confusão na hora do abastecimento e colocaram só a metade do querosene necessário para chegar ao destino.

Pouco depois da metade do vôo, apita o primeiro sinal de falta de combustível na cabine. O piloto fez o que todo mundo faria: pensou que o alerta havia ficado biruta e o desativou.

Minutos depois, começou uma sinfonia de apitos, sirenes e vozes na cabine. Parece que algo errado estava acontecendo! Em seguida, o silêncio da falta de motores tomava conta do ambiente.

O absurdo acontecia! O avião mais moderno da época estava sem combustível a 12 mil metros de altura e sem nenhum aeroporto por perto! Não custa lembrar que vários comandos de um avião ficam inoperantes quando não se tem turbinas.

Em um lance de sorte, o co-piloto conhecia a região e deduziu que o único lugar possível de chegarem era uma pista militar abandonada não muito longe dali. Seguiram para lá, sem haver outra alternativa.

Fim da história? Tudo feliz? Mundo Poliana?

A antiga base aérea havia se tornado uma pista de corridas. Pior? No dia estava acontecendo, bem ali, uma festinha do Automóvel Clube de Winnipeg.

A poucos metros do pouso, os pilotos viram aquele tanto de barracas, trailers, comida e karts espalhados pela pista. Não podiam fazer nada, a não ser torcer para que desse tempo de todos correrem*.

Aterrisaram. Mortos? Nem um. Carros destruídos? Nem um. Não acredita? A foto abaixo é real. Quer saber mais? Procure por Gimli Glider no Google.

Gimli Glider

* Tenho certeza absoluta de que muita gente ficou com tanto, mas tanto medo que não conseguiu sair do lugar nem segurar o intestino quando viu um monstro daquele tamanho vindo em sua direção!

37, 37 e 37

Janeiro 12, 2009

Oliver Sacks, em O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu, conta sobre dois gêmeos que atendeu durante sua vida de psiquiatra.

Eles eram ditos deficientes mentais. Conseguiam, com muita dificuldade, somar e subtrair. Não eram capazes de entender multiplicações ou divisões.

Um dia, em uma consulta, ele deixa cair vários palitos de fósforo no chão. “Cento e onze”, disseram quase instantaneamente os gêmeos. “São cento e onze palitos ai!”.

O médico contou. Eram 111. Como contaram tão rápido? Eles viram os cento e onze. Não deu tempo para contar. Como os “não deficientes” conseguem ver, de relance, até uns cinco objetos.

Mais: os irmãos eram capazes de dizer números primos de até doze dígitos, depois de pensarem por alguns minutos. Como? Diz-se que sentem os números.

E a maioria dos que os veem os chamam de retardados.

Brasil, sil, sil!

Janeiro 8, 2009

Já aprendi muita coisa errada na escola. E olha que estudei nas melhores da cidade.

Eis alguns exemplos:

  • Ao ser questionada por que sentíamos fome, a professora do pré-alfabetização explicou que, dentro da nossa barriga, haviam dois ossos que trituravam a comida. Um de cada lado. Eles não paravam nunca. Quando não havia comida, um triturava o outro e essa dor era a nossa fome.
  • A professora da quarta série, ao ver alguma palavra escrita com til no meu caderno, brigou e disse que o acento não deveria ficar em cima do “a”, mas entre o “a” e o “o”. E que deveria ser bem grande!
  • Já crescido, alguma professora de ciências atentou todo mundo sobre o problema de soprar a comida para esfria-la! De acordo com ela, o gás carbônico da nossa expiração ia todo para a comida e, enquanto comêssemos, estaríamos nos intoxicando.

E o pior é que coisas assim marcam. Se não, não estaria lembrando de tudo isso até hoje. Que absurdo você já ouviu?

Vida de gado

Janeiro 4, 2009

Comum é ler sobre morte de pessoas. Deixam filhos, mulher, netos, bisnetos.

Lendo sobre a morte do boi Bandido, fiquei triste pelo falecimento, mas achei graça dos descendentes: ele deixou setenta filhos, duas mil doses de sêmen congelado e, ainda, três clones!!!!!!

Desilusão

Dezembro 18, 2008

Perguntei a um médico se, caso tirássemos nossos olhos, preservando todas as ligações deles com o cérebro, continuaríamos enxergando.

Respondeu um curto “não”. E explicou que seria como se tirássemos nossas mãos e quiséssemos que os dedos continuassem se mexendo.

E lá se foi mais uma ilusão que eu tinha. Só faltam agora me provar que Sílvio Santos não é um robô!

King of Ostrich

Dezembro 13, 2008

Há uns anos surgiu uma empresa aqui em Goiânia que vendia avestruzes.

Funcionava assim: você comprava um ovo e assinava um contrato. Eles prometiam chocar, acompanhar o nascimento, o crescimento e o abate do seu avestruz. Depois compravam o cadáver e te davam o dinheiro.

Lucros de 11% ao mês. Maravilha.

No início, muitos céticos. Mas a coisa dava certo. Um amigo comprava, ganhava o dinheiro. Um primo comprava, ganhava o dinheiro. Você comprava.

Quando uma boa parte da população da cidade tinha avestruzes, a empresa amanheceu de portas fechadas. Cadê o dinheiro? Cadê os donos?

Descobriu-se depois: havia mais contratos do que avestruzes (na verdade, era tudo fachada: tinha umas fazendas com alguns bichos para, se algum contratante quisesse ver, estariam lá).

O que aconteceu? Quebra-quebra. Invasão das fazendas. Rei do avestruz fugindo. Ferraris e Porsches presos.

Muita gente perdeu tudo. Foi bem parado o natal daquele ano aqui em Goiânia.

Essa história aconteceu há uns anos, mas precisava ser eternizada aqui.