Breu

Novembro 10, 2009 por altaircamargo

Um repórter acaba de falar no Jornal da Globo, ao vivo, em reportagem sobre um apagão:

“Agora você vê imagens da cidade … ou melhor, você não vê nenhuma imagem porque está tudo sem luz”.

Hahahahaha!

O SitPass do CityBus

Novembro 5, 2009 por altaircamargo
CityBus

Yes! Nós temos ônibus chiques.

A ideia do CityBus em Goiânia é: pessoas deixam seus carros em casa para irem aonde quiserem nesse serviço diferenciado de transporte coletivo. Lá dentro tem ar condicionado, internet, televisão e poltronas almofadadas.

Um dos motivos que não deu certo é que goianienses utilizam carro como status. Raros, raríssimos, deixariam seus carros em casa para irem a algum lugar de ônibus.

Afinal, “ônibus é coisa de pobre”.

A tarifa para uma viagem do CityBus é R$ 4,50. Para se andar quantas vezes quiser durante um dia, se paga – na teoria, veja bem – R$ 6,00.

Deixei o meu carro na oficina e queria ir até o shopping experimentar um tênis que vira lá em promoção.

O CityBus seria a melhor opção. Mais rápido, mais vazio e mais prático de se viajar carregando sacolas.

Sai comprar o passe – ou ’sitpass’. Sim, aqui o nome do passe de ônibus é em inglês. Coisa fina.

(Pausa! Os ônibus de Goiânia não têm cobradores. Ou se compra o bilhete antes de embarcar ou não embarca).

Andei 2,04 km e verifiquei em 6 pontos de venda. Em nenhum havia o passe “para o dia todo”.

A busca pelo passe

Resolvi argumentar com o último: “porque não tem desse de andar o dia todo em lugar nenhum?”

“Ninguém anda de CityBus, ninguém compra o sitpass dele para vender.”

Simples. E, sem o passe, nem quem quiser, consegue andar.

Amanhã o carro fica pronto. Sairei para fazer as compras nele.

Eu bem que tento deixa-lo na garagem. Em Goiânia, isso não é possível.

Por uns tempos já usei a bicicleta. Deixei-a um pouco de lado porque cansei de quase morrer todos os dias.

Tentei o ônibus hoje. Literalmente não consegui as condições mínimas para o embarque.

Lojas

Novembro 4, 2009 por altaircamargo

Sim, ando viciado em corrida.

E a minha saga por um monitor cardíaco novo (vulgo ‘Polar’) foi rápida porém interessante.

Na internet, consegui 20% de desconto sobre o “preço sugerido” para pagamento à vista. Mas tinha o frete. E ai o desconto real seria de uns 15%.

Liguei em uma loja de Goiânia, consegui 10% mais um ‘gift card’ de 100 reais para comprar um tênis. Ganhou da internet.

Liguei para outra. Falaram para eu ir lá “negociar o desconto”. Fui correndo!

Mas a gerente só permitiu 5%. A vendedora ficou com cara de cu. E eu com a impressão de que ninguém nunca compraria Polar na Body for Sure a julgar pelo preço. Dão menos descontos que a concorrência.

Dei uma passada na World Tennis. Não para comprar Polar, mas para dar uma olhada nas promoções.

Às vezes lá tem uns tênis com preços legais. Normalmente modelos antigos. A parte péssima da loja é que todos, todos os vendedores, olham primeiro para o que você está calçando e depois te recepcionam.

E, sim, deixo de comprar por isso.

Sai do shopping, fui até a Sports & Tracks.

O melhor atendimento, o melhor preço, o melhor lugar, o melhor ambiente, a melhor música, o melhor cheiro…

A parte ruim é que sempre dá vontade de comprar mais do que devo quando chego lá.

Ops! Lugar errado!

Novembro 1, 2009 por altaircamargo

Uma das melhores coisas em se ter um blog é ver o que as pessoas escrevem em motores de busca (vulgo “googleiam”) para cairem aqui.

Mais interessante que “as mais buscadas”, são as sem-noção que aparecem.

Top três dos últimos 30 dias:

“gatas do trance”

“muzica do abba”

“garotas chupando”

Limão

Novembro 1, 2009 por altaircamargo

Raramente acontece isso aqui, mas blogueiros têm que ter um poço de paciência.

Falo dos blogs que acompanho com mais frequência.

Se o Fernando Melingeni fica uma semana sem escrever sobre tênis, o cobram.

Se o Fabio Seixas faz alguma piada, dizem que “ele é um repórter da Folha e sua obrigação é passar informação séria”.

E, mais recente, tem o blog do Homem Terminal, que superou tudo. O jornalista resolveu passar uns dias morando nos aeroportos do Brasil e blogar.

A escolha é dele. Eu achei a ideia interessante. Acompanho.

Mas me dá um grilo ver comentário de gente que entra lá para falar mal. E nem com críticas úteis. Acho que é o cúmulo da falta do que fazer.

Quer ver o nível de ignorância?

“Fala sério, pessoal do Terra. Vocês ainda pagam para um cretino como esse ficar incomodando a todos?”

“E ai esse cara não ta afim de passar pelo menos 20 dias cortando cana não?”

“Qual a finalidade dessa sua experiência, seu idiota? Aeroporto não é lugar pra dormir, imbecil.”

“esse otario quer aparecer, tem que levar umas pauladas mesmo”

Ninguém é obrigado a ler nada. Ninguém é obrigado a entrar lá. O mundo cada dia está mais azedo.

***

Por falar em blogs, dia desses vi alguém reclamando no MacMagazine sobre um software da CNN.

“Um aplicativo pra ver as noticias deles, com propaganda e ainda tem de pagar? esse deve ter sido o único erro deles.”

A resposta do editor do site:

“Não entendi. Você não faz o mesmo com jornais e revistas?”

Todos mereciam respostas boas e rápidas assim.

Fritos ou mexidos?

Outubro 31, 2009 por altaircamargo

Quando vou almoçar na casa de alguém pela primeira vez, quase sempre há um transtorno quando digo que sou vegetariano.

Não comer carne para mim é uma coisa muito natural. Não precisa de “substituições”. Arroz, feijão e salada compõem um banquete para mim.

Mas as pessoas tentam agradar. Acham que está faltando alguma coisa. Acham que não estou satisfeito. E começam a oferecer tudo o que há na geladeira.

Em 99% dos casos, querem que eu coma ovos.

Ovos fritos

Acho que antigamente, quando o acesso à carne era mais difícil, em dias “sem carne”, havia ovos no lugar.

E haja ovo para cima de mim.

Eu recuso. Não gosto de ovo. Acho até fedido. Acham que estou sendo educado.

“Hoje você vai comer assim, mas da próxima vez vou fazer um omelete que você vai adorar! Ninguém faz omeletes melhor que eu!”

É o que mais escuto, enquanto rola um ovo frito para cima do meu prato.

Frustrante para o anfitrião, que pensa que não está agradando. Frustrante para mim, que tenho que mexer o ovo para lá e para cá no prato – e disfarçar na hora de manda-lo para o lixo.

Simétrico

Outubro 31, 2009 por altaircamargo

Uma das coisas que mais gosto de fazer durante o banho é lavar primeiro só uma metade do rosto – e ficar comparando os dois lados. O tanto que antes de passar sabão estava sujo.

Próximas

Outubro 31, 2009 por altaircamargo

As próximas corridas que acontecerão em Goiânia:

2ª Corrida Cultural Sports & Tracks, dia 6 de dezembro. Percursos de 5 e 10 km. Inscrições até dia 4 de dezembro na Sports & Tracks.

Corrida do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, dia 13 de dezembro. Recebi um panfleto falando dessa corrida dias atrás. No site não tem nada, mas um dia provavelmente haverá.

Para quem não aguenta esperar, em Brasília haverá uma etapa do Circuito de Corridas da Caixa dia 22 de novembro e a última etapa 2009 do Circuito das Estações, dia 29 de novembro.

55m28s

Outubro 25, 2009 por altaircamargo
Medalha

Correr 10 km cansa.

Os últimos quilômetros demoram a chegar.

As pernas doem.

Aumentar o ritmo e acelerar no final é coisa para profissional.

Mas termina.

E, agora, quando alguém me perguntar qual meu tempo nos 10 km, eu já tenho alguma coisa para responder.

Debutante

Outubro 25, 2009 por altaircamargo
1130

Amanhã participo da minha primeira corrida de rua.

Serão 10 km – distância que nunca corri na vida. Mas é que estou acostumado a treinar mais de 5 mil metros todos os dias. Acho que vai ser um desafio interessante.

Ainda tenho muitas dúvidas.

Com que roupa vou? E se passar mal? Vou conseguir pegar água nos postos de hidratação? Vai estar muito cheio? Vou conseguir aumentar a velocidade no final?

Decidi que meu tempo deve ser no máximo uma hora. Não sei se é bom ou ruim, mas me pareceu razoável fazer 6 minutos por quilômetro.

Hoje, junto com uma camiseta e o número de inscrição, me entregaram um chip para eu colocar no tênis e saberem exatamente o meu tempo de prova.

Chip amarelo

Quando diziam chip, pensava em uma coisa frágil de silício.

Mas é esse pedaço de plástico amarelo. Não sei ainda como vou amarra-lo “na posição vertical” no meu pé direito.